02.12.2025
BMA
Future Game transforma Braga num ponto de encontro luso-francês sobre o universo dos videojogos
A Braga Media Arts e o Institut Français, no âmbito do Novembre Numérique, apresentam o Future Game, um programa que junta especialistas portugueses e franceses para discutir o videojogo enquanto arte, laboratório tecnológico e indústria criativa em ascensão. O evento decorre no dia 10 de dezembro, quarta-feira, no gnration, com uma keynote, um debate transnacional e uma Arcade Room aberta ao público. A entrada é livre.
Programa
09:30h / 17:30h - Arcade Room
14:30h - Keynote, Vincent Moulinet
15:00h - Painel de Discussão
“Game Worlds as Cultural Infrastructures: The Role of Videogames in Europe’s Emerging Creative Industries”
18:00 - Encerramento
Nas últimas décadas, os videojogos evoluíram de mero entretenimento para uma verdadeira infraestrutura cultural, moldando imaginários, práticas artísticas e modelos tecnológicos. Em Portugal, este setor vive hoje um momento de afirmação e crescimento, enquanto França permanece uma referência internacional, marcada pela icónica French Touch e pelo seu contributo pioneiro para a consolidação do videojogo enquanto forma de expressão artística.
É neste contexto que a Braga Media Arts, em colaboração com o Institut Français em Portugal apresenta Future Game: um programa que investiga o videojogo como campo artístico, laboratório tecnológico e indústria criativa em expansão. Num dia dedicado ao universo gaming, são vários os ilustres convidados que marcarão presença: Vincent Moulinet, Mélanie Courtinat, Stella Jacob, André Sier e Abel Neto.
Vincent, artista, curador e designer de jogos, utiliza media em tempo real e videojogos como força motriz e metodologia de investigação. Enquanto curador, explora a tensão entre computação, limites planetários e jogo, colaborando com artistas que propõem narrativas alternativas sobre a nossa relação com a tecnologia. Com os coletivos Fabbula e Distraction.fun, organiza exposições, eventos lúdicos, programas de investigação e game jams internacionais.
Mélanie é artista e diretora de arte premiada. O seu trabalho abrange videojogos, CGI, cinema e experiências imersivas em VR. As suas obras, desenvolvidas em motores de tempo real, foram apresentadas internacionalmente, nomeadamente, na Venice Immersive (Bienal de Veneza) e LISTE Art Basel.
Diplomada pela Gobelins em Game Design, Stella é artista multimédia e game designer cujo trabalho explora dinâmicas comunitárias e relações entre mundos online e offline, questionando regras, fronteiras e semelhanças.
Doutorado pelo Planetary Collegium (Universidade de Plymouth), André é artista-investigador que constrói videojogos mitológicos e agregados bioeletrónicos, combinando interfaces humanas e não humanas com ambientes imersivos e interativos. Produz obras premiadas há 28 anos, com mais de 34 exposições individuais e 100 coletivas.
Abel é game designer e investigador do Porto, especializado em gameplay assimétrico e terror experimental. Doutorado em Media Digitais pela Universidade do Porto, onde investigou o impacto da assimetria na experiência do jogador.
Sob o tema “Game Worlds as Cultural Infrastructures: The Role of Videogames in Europe’s Emerging Creative Industries”, o evento reúne uma keynote por Vincent Moulinet e um debate com artistas e designers portugueses e franceses. Cada convidado partilhará breves perspetivas, seguidas de uma conversa aberta sobre mundos virtuais enquanto espaços de comunidade, ética tecnológica, identidades e futuros imaginados, numa conversa moderada por João Ribeiro, doutorado em Média Digitais pela Universidade do Porto. Ao promover o cruzamento entre pensamento crítico, experimentação e criação, o Future Game abre novas perspetivas sobre o papel dos videojogos no presente e no futuro, reforçando a sua relevância enquanto prática cultural e campo de inovação artística e tecnológica.
Ao longo de todo o dia, o evento apresenta ainda uma Arcade Room aberta ao público, com jogos de criadores portugueses e franceses – que estarão presentes na abertura. Esta dimensão imersiva complementa a reflexão teórica, permitindo compreender, através da prática, como cada jogo materializa questões estéticas, políticas e tecnológicas.